terça-feira, 17 de abril de 2007
Bebida, cigarros e conversas sobre sexo.
Tem gente por aí dizendo que quem não vive agora acaba exagerando nas próximas-crises-de-idade. Não sei ao certo o quando eu me encaixo nessa fábula(?), aqui na frente de um teclado, recatado, enquanto meio mundo se encharca de promessas e dívidas. Afinal, sou eu e minhas duas metades; uma se pergutando porque escrever e a outra achando tudo isso uma transgressão. Uma delas foi vista na tv como um ator fantasiado de velho, sabe? Com aquelas pelancas de silicone, sobrancelhas envelhecidas e impotente. A outra se preucupa cada vez mais com os fios que escapam pelo ralo do banheiro. Talvez Eu seja, de fato, velho e gordo. Meu pai disse um dia que bebia cerveja porque gostava do gosto, quando o amargo lhe vinha ele desistia. Às vezes, eu simplemente não quero dar de cara com o porteiro, exatamente, este que amaldiçoa Deus todos os dias por estar todos os dias abrindo e fechando portões com indiferença, com todo o tédio de ser o único porteiro que nunca dorme, histérico com todo orgulho de nunca encarar um condômino. Sintetizando, é bem pior o encontrar sóbrio e frio como um cadáver às três da manhã. Eu nunca sei que porque usar. Isso é uma apresentação, como aqueles textos de About me, eu juro que vou ser um pouquinho mais fiel a realidade, amanhã.
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3 comentários:
ta ligado que blog eh coisa de menina neh?
:)
Que realidade?
gostei desse clima
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