quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Pontos de ônibus e crimes de trânsito.

Sangrava de tédio, os 10 anos pelas mesmas ruas fizeram em sua mentes buracos de raciocínio que coincidiam exatamente com as paradas de ônibus. Dirigia o 703 desde que largara o emprego no supermercado, e desde sempre mantinham uma relação de um longo e tedioso casamento, onde os problemas ficam expostos com suas óbvias razões pequenas, onde se advinha cada palavra que irá se suceder, e finalmente, onde não há surpresa alguma em acordar todas as manhãs acompanhado.


Mas naquele dia uma dúvida flutuou, sentado no ponto de ônibus se equilibrava sobre a bunda magra um homem desatento. Lentamente diminuo a velocidade do ônibus até finalmente parar e abrir as portas na frente do possível passageiro, fez isto com a incerteza que nunca sofrera na vida. E como se de fato existisse outro caminho ele pergunta ao homem se ele vai subir, mas não, o passageiro nega-lhe a presença e diz que irá pegar outro ônibus.


Magoado ele fecha as portas com desleixo e segue, perplexo. Sabia que há pelo menos 5 anos este era o único ônibus que passava por aquele ponto. Agora, a dúvida e a ansiedade o seguiriam até a morte. Quando? Ele sabe. Talvez no sinal fechado há três quadras dali, enquanto ele ligava para saber se o outro ônibus realmente passaria.


segunda-feira, 27 de agosto de 2007

E agora?

E agora? Que porra eu faço nesse Template? Pq este espaço aih em cima? =/
Eu tava pensando em escrever um conto um pouco maior, mas desisti, vou colocar os pedaços que eu escrevi aqui depois. essa merdinha. =/

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Fantasmas e amigos de infância.

Ele o viu, e como se o mundo lhe escondesse as migalhas de confiança estremeceu da garganta obstruída até o estômago estremecido. E lá estava novamente, sentado na cadeira ao lado, carregando séculos de tédio pelo calcanhar esquerdo. Com a boca torta de silêncio.

No carrosel, no banco de frente de casa, no dia que fugiu do circo, no medo da água escura da praia, no cachorro que fugio aquele dia. E finalmente, naquele dia em que vômitou no banco de trás do carro.

E lá estava novamente, sólido, com todos os dentes e garras. Tomando-lhe as palavras pelo buraco que fizera na gastrite viciada em café. E como num salto, sem medir palavras ou corrigir o portuguÊs: O sono.

domingo, 12 de agosto de 2007