Como no filme que um dia eu faria, lá estava ela: inquieta, fria e caíndo, desabando como se fosse infinita. Enquantos os outros pisavam-na e se deixavam levar tentei convencê-la do contrário, tal qual todo e qualquer conselho, opniões inúteis e homicidas: Tudo vair melhoar.
Aproveitei o momento perfeito, abordei-lha no exato momento em que ficara vazia, e contra os seus degrais teimosos eu tentei finalmente subir contra a sua vontade. O shopping parecia deserto, erradiava sua alvura como uma missionaria perversa, entre quartos trancados e dentes rangidos.
O peso sempre é maior.
Caí, rolei e desmaiei. Eu jazia estirado quando me balançaram e me fizeram recobrar à consciência.
Abri os olhos sem perceber, o mundo havia se tornado escuro e a vozes transfiguravam-se em manchas róseas no horizonte. Eu havia ficado cego.
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Um comentário:
É, o peso é sempre maior.
E a queda me lembrou Sabino em "Um corpo de mulher"...
=)
=*
carolice aqui.
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