Parei, deitei na cama e saí correndo pelos lençóis, assim meio cansado mesmo. Até finalmente bater de frente com o travesseiro, o desgraçado não saiu da minha cara. Falou, falou e falou. Decidi: Vou fazer outro conto-meio-grande.
Fragmentado, acrônico, anacrônico. Como aquele quebra-cabeça que montei na casa de um amigo. Montando, ou desmontando, aleatoriamente, em um ano talvez eu terminasse. Mas no final das contas: faltava umas 10 peças num quebra-cabeça de mil. Será que eu havia terminado?
Não sei, uma garota me disse uma vez para eu não jogar fora o que eu escrevo, acho q naum vou mesmo. Vou juntar braços, pernas, dedos e quem sabe até um coração, mas não um cérebro, ele sempre me faz refazer tudo.
Outro dia, um amigo, se assim ele me permitir o chamar, perguntou se eu estava com aquelas "frescuras de escritor", falta de inspiração e coisas do tipo. Eu disse que não, como não ter inspiração? To falando da minha vida, tenho que escrever, no mínimo, 19 anos. Mas que de fato não sabia como o fazer. Não quero ser beat nem clássico. Uns dizer que sou mais moderno mesmo. Eu só sei que não sou escritor. Escrevo como quem vai à analise, mas que mesmo assim se preucupa como falar. Eu quero um livro, sim, um livro. Cheio de páginas em branco.
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Um comentário:
O branco diz mais do que a eloquëncia.
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