Ele o viu, e como se o mundo lhe escondesse as migalhas de confiança estremeceu da garganta obstruída até o estômago estremecido. E lá estava novamente, sentado na cadeira ao lado, carregando séculos de tédio pelo calcanhar esquerdo. Com a boca torta de silêncio.
No carrosel, no banco de frente de casa, no dia que fugiu do circo, no medo da água escura da praia, no cachorro que fugio aquele dia. E finalmente, naquele dia em que vômitou no banco de trás do carro.
E lá estava novamente, sólido, com todos os dentes e garras. Tomando-lhe as palavras pelo buraco que fizera na gastrite viciada em café. E como num salto, sem medir palavras ou corrigir o portuguÊs: O sono.
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Um comentário:
Yeap, uma hora a gente volta pra vida. Talvez a questão seja: que vida???
Vc já leu algum livro do Paul Auster? Recomendo O inventor da solidão (ou nas novas ediçoes "A invenção da solidão")
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